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Por Paulosilva com informações G1 em 11/03/2017

Procurador da Câmara de Campo Grande é denunciado por corrupção

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 10 milhões em bens de Scaff e da mulher dele

divulgação internet G1 -

 O procurador jurídico da Câmara Municipal de Campo Grande, André Luiz Scaff, foi denunciado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MP-MS) por corrupção e lavagem de dinheiro. Com base nas provas recolhidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a Justiça determinou o bloqueio de R$ 10 milhões em bens de Scaff e da mulher dele.

O advogado de defesa José Vanderlei Alves disse à TV Morena que não vai se pronunciar até ser notificado oficialmente da decisão.

Muito poder e dinheiro. Foi assim que o MP-MS resumiu a atuação de André Luiz Scaff, que durante décadas ocupa cargos importantes no serviço público de Campo Grande.

Ele é alvo de duas ações do Gaeco: uma administrativa e outra criminal. A denúncia do Gaeco tem quase 200 páginas e todo o processo corre em segredo de justiça. O principal alvo da investigação é André Luiz Scaff, servidor há mais de 30 anos da Câmara Municipal de Campo Grande e atual procurador jurídico da Casa de Leis. Ele também foi secretário municipal de Planejamento, Finanças e Controle na gestão de Gilmar Olarte.

Scaff foi preso pela primeira vez em setembro de 2016, durante a operação Midas, quando o Ministério Público cumpriu mandados de busca e apreensão na casa dele. Foi solto no mesmo dia pela Justiça. O Gaeco pediu a quebra do sigilo bancário do servidor e da mulher dele entre os anos de 2010 e 2015 e constatou depósitos realizados na conta do casal que somam o valor de R$ 10,8 milhões.

Uma perícia realizada pela Receita Federal verificou que o patrimônio dos dois era incompatível com a renda declarada nesses anos e que o casal fez uma série de manobras para tentar ocultar e dissimular a origem dos valores. Segundo as investigações, os depósitos eram de empresas que firmaram convênios com a prefeitura de Campo Grande.

Na denúncia, os promotores destacam que os empresários pagavam para ter como aliado André Luiz Scaff, que por muitos anos exerceu o influente cargo de chefe de gabinete da presidência da Câmara Municipal.

Em outubro de 2016, Scaff foi preso novamente sob suspeita de exercer forte pressão sobre outros investigados: os empresários. Segundo o MP-MS, todos combinaram a mesma versão: de que os depósitos realizados na conta de Scaff eram pagamentos de empréstimos concedidos por ele. Porém, as investigações constataram que não há nenhuma prova da realização dos empréstimos, nem documentos que comprovem a negociação.

Na decisão que determinou o bloqueio de bens de Scaff e da esposa, a juíza Eucélia Moreira Cassal justifica a ausência de comprovação da origem do patrimônio do casal e diz que, em tese, as altas quantias em favor dos envolvidos revelam presentes indícios de que os bens em nome dos dois teriam sido adquiridos através de crimes. Andre Luiz Scaff, a mulher e as 35 empresas investigadas pelo Ministério Público também foram acusados de improbidade administrativa pelas mesmas irregularidades identificadas no processo criminal. 

 

 

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