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Por Paulo Silva com informações do ABR em 02/04/2016

Ator negro retirado de avião em Salvador avalia processar empresa

Depois de ser retirado pela Polícia Federal de um voo da empresa Avianca, o ator Érico Brás, vai tomar medidas legais cabíveis.

Agenciabrasil -

 Depois de ser retirado pela Polícia Federal de um voo da empresa Avianca, o ator Érico Brás informou que vai analisar quais medidas judiciais

poderá tomar contra a companhia aérea.


Em entrevista à Agência Brasil, o ator, que é negro e faz parte do elenco da Rede Globo de Televisão, disse ter sido tratado de forma rude por um funcionário da empresa, que não estava identificado, mas ele acredita que se trata do comandante da aeronave.

A situação, segundo ele, ocorreu no voo Salvador-Rio de janeiro, no início da manhã de anteontem (31). "Eu e minha  esposa  seguíamos de Salvador para o Rio de Janeiro. Ao acomodar as bagagens, a minha esposa foi recomendada pela comissária a colocar o volume sob a poltrona da frente por não caber no compartimento de cima. Depois, veio um funcionário, que acredito ser o comandante, e disse, em tom grosseiro, que a bagagem não poderia ser colocada ali. Pedi que conseguisse um lugar para a bolsa, mas ele pegou o objeto bruscamente e jogou no compartimento superior, apertando contra as outras bagagens. Minha esposa chamou atenção dele, educadamente, porque havia objetos que poderiam quebrar lá dentro [da bolsa]. Falei que ele não poderia agir assim, de forma desrespeitosa, quando me ordenou a sair da aeronave", relata o artista.

PERIGO
Érico conta, ainda, que, depois do ocorrido, o funcionário - que ele acredita ser o comandante da aeronave - pediu a retirada dele e da esposa por considerá-lo uma ameaça ao voo. Por isso, acionou a Polícia Federal, que foi ao avião pedir a saída do ator.

"A gente não se recusou [a sair] em momento nenhum, mas nós questionamos o tratamento que ele nos dispensou por estar aparentemente nervoso. Mesmo assim, a polícia nos retirou da aeronave sob a alegação de que o comandante é a autoridade do avião. Não entendo como éramos uma ameaça ao voo, se fomos levados para outro voo, sem o acompanhamento da polícia. Havia apenas um funcionário da Avianca nos acompanhando", explica Brás.

"Eu pedi desculpas aos demais passageiros, que tinham compromissos e, por isso, eu saí do avião sem questionar muito o que estava havendo. Deixei claro que sairia apenas por isso, mas que não poderia aceitar aquele tipo de tratamento, que considerei mal educado", completou. Brás disse que, junto com ele e a esposa, outras oito pessoas deixaram a aeronave, em solidariedade pelo ocorrido.

Ele conta que registrou queixa na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e que os demais passageiros fizeram a denúncia contra a atitude do funcionário na ouvidoria da Avianca.

Em nota, a Avianca informou que "o passageiro em questão foi retirado do voo por agentes da Polícia Federal por se recusar a cumprir e atender reiteradas solicitações de segurança feitas pelos comissários, no estrito cumprimento de suas funções".

Além disso, a companhia explicou que a situação ocorreu com um comissário de bordo, mas o pedido de retirada do ator foi feito pelo comandante da aeronave, já que "é o único que tem essa autoridade". A Anac confirmou a denúncia feita por Érico Brás e disse que a área técnica responsável "verificará se houve descumprimento das normas de aviação civil". 

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